Continuação do Caso

Demoramos algum tempo para voltar a ativa. Acontece que de alguma forma a noticia do serial killer vazou para a mídia, e nossas caixas postais ficaram tão cheias que demoramos um certo tempo para analisar o que nos foi enviado. Mas não foi em vão, descobrimos o filme e consequentemente o local do próximo ataque.
            O filme era O Colecionador de Ossos (The Boone Colector) e as pistas que encontramos em nossa cena do crime bate exatamente com um crime ocorrido no filme, e as pistas deste crime levava a um local:

                                    Ed. Woolworth
                                    Esquina da Wall e Nassau

Fomos ao tal endereço, é claro que o dito edifício Woolworth não existia, mas fomos à fundação do prédio que estava no local. E lá, no subsolo, encontramos mais um corpo. Desta vez um homem, estirado em cima de uma cama, ensangüentado, as mãos amarradas na cabeceira da cama, e no chão, um utensílio de cozinha, um picador de gelo para ser mais exata.

Agente Renata – Isto é um porão... com uma cama... acredito que o assassino quer nos dizer algo com isso, talvez de que a morte do próximo filme tem a ver com um quarto.

Agente Raiana – Está faltando um dedo na mão. Aposto que se fizermos um exame de DNA o dedo que encontramos no ultimo corpo será compatível com esta mão.

Agente Jaqueline – Vamos começar a colher as pistas, não temos tempo a perder!

Agente Raiana – Senhoritas aguardem um instante... De onde vem essa musica?

Silencio no ambiente, todas prestaram atenção tentando encontrar a fonte geradora da música.

Ag. Renata – eu conheço essa música... é U2...

Ag. Raiana – Sim, é the saints are coming...

Ag. Jaqueline – Ali! A caixa de som está em cima daquele cano!

Ag. Renata – Tudo bem, a levaremos junto com o restante das provas.

Ag. Raiana – Ok então! Vamos começar!

Relação de pistas encontradas:
- Aparelhagem de som
- Um chapéu de cowboy
- Um picador de gelo
- Um encharpe de seda branco

Descrição da cena do crime:
Porão, cheio de quinquilharias do prédio, mas no local onde foi encontrado o corpo os móveis foram arrastados, permanecendo a cama no centro e os móveis ao redor. Havia um corpo estendido sobre a cama, um homem, nu, com os braços atados a cabeceira da cama com o encharpe branco, e um chapéu de cowboy colocado cuidadosamente sobre uma das cabeceiras. O ambiente era pobremente iluminado excetuando por duas pequenas lâmpadas de baixa capacidade que se encontravam focadas sobre a cama.

            Já no escritório, as agentes discutiam sobre as provas:

Ag. Raiana – Como a própria agente Renata disse, a cena do crime remonta um quanro, então talvez a aparelhagem de som faça parte dos elementos que encontramos.

Ag. Jaqueline – Segundo a autópsia, os furos no corpo são compatíveis em diâmetro com o outro objeto encontrado, o picador de gelo.

Ag. Raiana – Então a causa mortis do nosso corpo foi por causa disso??? ... ... que triste...

Ag Renata – No chapéu não foi encontrado nenhum vestígio de DNA, o material do chapéu é novo também, provavelmente  foi comprado só pra compor a cena do crime.

Ag. Jaqueline – A aparelhagem, o echarpe e o piso estão limpos também.

Ag. Raiana – Novamente sem material genético externo...

Ag. Jaqueline – Vamos fazer a analise de algumas provas, acredito que elas farão mais sentido assim.

Ag. Renata – Vamos divulgar as provas encontradas também, fomos bem sucedidos com a divulgação, vamos tornar isso uma vantagem...

Análise em Breve
Questionário Pré-prova
Defina diplomática e tipologia documental?

Veja aqui a pergunta do blog Mais que Meros Detalhes.
Análise de Prova Policial
Contexto: Em 11 de Setembro de 1973 uma menina de 7 anos, loira, de temperamento sereno, desceu do carro do pai na porta da escola. Foi reencontrada, 22 horas mais tarde, morta, asfixiada, violentada, os cabelos cortados irregularmente a dois centímetros do couro cabeludo. O corpo de Ana Lídia Braga foi enterrado em cova rasa a menos de um quilômetro do colégio. Dois dos primeiros suspeitos, o irmão da menina, Álvaro Henrique Braga, e Raimundo Lacerda Duque foram julgados, mas absolvidos por falta de prova. Outros dois suspeitos de pertencerem à mesma gangue de Álvaro e Duque, Alfredo Buzaid Júnior e Eduardo Ribeiro de Rezende (o primeiro, filho do ministro da Justiça da época, e o segundo, filho de um senador), estão mortos.
O crime está prescrito, mas a dor e o mistério resistem a todos os efeitos do tempo. Quem defendia os réus continua defendendo-os, quem os acusava, idem. As falhas da investigação, a censura que impediu a divulgação do caso durante algum tempo, o envolvimento de gente influente, tudo levou o assassino (o esperma encontrado no corpo da menina era de uma só pessoa) e os demais envolvidos à impunidade.

Esperma do criminoso

Análise Diplomática:

Denominação do objeto de estudo: Sêmen do suspeito
Formato: Liquido
Material: Orgânico
Peso/Quantidade: Aprox. 1ml
Produtor: Glândulas seminíferas (bolsa escrotal).
Função enquanto unidade: Célula de reprodução masculina.
Outras características relevantes que descrevam o documento: textura viscosa, cor levemente esbranquiçada.

Análise Tipológica

Situação/fato em que o objeto de estudo foi originalmente encontrado: Sêmen encontrado o interior da vagina da vítima, indicando crime sexual de estupro.
Produtor: Estuprador (desconhecido).
Suposta reprodução do fato: Vide post "Dados crime Ana Lídia"
Análise das Provas ( crime I )

Prova A

Análise Diplomática

Denominação: Fotografia
Formato: Folha avulsa em forma retangular medindo 10cm x 5cm.
Material: Papel fotográfico fosco
Peso/Quantidade: 1 unidade
Produtor: Máquina Fotográfica
Função enquanto unidade: registro de imagens de fatos, acontecimentos ou objeto que sejam de interesse do produtor.
Outras Características: imagem sem muita nitidez em cores

Análise Diplomática
Situação: Foto recolhida pelas agentes numa gaveta ao lado da cama onde o corpo fora encontrado próximo.
Produtor: Serial Killer
Suposta reprodução do fato: Apresentar seus crimes como sendo um cenário de algum filme, o assassino coloca na cena do crime pistas passo-a-passo. Logo, para remeter o crime a algum filme (neste caso o colecionador de ossos) ele colocou a foto de uma cena que aparece no filme

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------



ProvaB

Análise Diplomática

Denominação: Pegada
Formato: Retangular com as extremidades arredondadas, sendo a parte inferior ligeiramente menor que a superior, suas medidas eram (tomando como unidade de proporção a cédula de 5 reais).
Material: 24cm x 9cm (parte superior) x 6cm (parte inferior)
Peso/Quantidade: ---.
Produtor: os dados da pisada foram insuficientes dara delimitar a marca e modelo do calçado do Assassino X.
Função enquanto unidade: ----.
Outras Características: as marcas não são tão sólidas, podendo ser usado como parâmetro de peso do assassino.

Análise Diplomática
Situação: Pegada encontrada no local, junto com as demais provas. Pisadas precisas, sempre levando a uma direção certa e nunca se repetindo em direção e rastro.
Produtor: Serial Killer
Suposta reprodução do fato: Pelo direcionamento das pegadas, provavelmente, o assassino, tenha deixado o corpo da vítima no local, dado que a quantidade de direção é mínima para afirmar que houve alguma briga ou resistência por parte da vítima.


--------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Prova C

Dedo amputado

Não temos muitas informações sobre este item esperamos respostas dos responsáveis pela perícia do corpo. Mas constatamos que o dedo encontrado não é da vítima, dado que é dedo de um homem (ainda desconhecido).

Manual e campos do formulário
Formulário de analise das provas

Análise Diplomática:

Denominação do objeto de estudo:
Nome da prova que será analisada
Formato: Feitio e dimensão da prova encontrada.
Material: Material da prova encontrada.
Peso/Quantidade: Peso em quilogramas ou gramas. E quantidade em ml ou L.
Produtor: Produtor do objeto enquanto objeto unitário: fora do contexto do crime.
Função enquanto unidade: para que serve o objeto enquanto unidade.
Outras características relevantes que descrevam o documento: --

Análise Tipológica

Situação/fato em que o objeto de estudo foi originalmente encontrado: Descrição da situação e do modo em que a prova a ser analisada foi encontrada na cena do crime.
Produtor: Produtor daquele fato, ou seja, o produtor aqui corresponde à pessoa responsável pelo objeto onde e como foi encontrado, ou seja, dentro do contexto apresentado.
Trâmite: O trâmite, dentro da realidade tipológica de quaisquer documentos que venham a ser analisados é um dos mais relevantes pontos a serem abordados dentro da análise (contexto). Porém, como a proposta do blog refere-se à crimes, e à análise de provas que tenham sido encontradas no cenário destes crimes, não é possível supor o trâmite destas “provas”, ou seja, não se pode simplesmente recriar a história ocorrida, por mais que as provas levem a uma suposta realidade.
Função dentro do contexto do crime: justamente pela ausência do campo trâmite, resolvemos criar o campo “Suposta reprodução do fato”, que é o último campo da análise e que funcionará como uma espécie de resumo de toda a análise: como o fato ocorreu? Responderemos a esta pergunta através da análise das provas, sem poder, no entanto, respondê-la com absoluta certeza, ou seja, reproduzir fielmente o ocorrido no crime: só quem pode saber disso é o assassino.
Formulário e Manual
Como houve algumas alterações no escopo dos objetivos deste blog, postaremos muito em breve o formulário e seu devido manual para análise das provas encontradas do nosso assassino X.

Esperamos compreensão mas garantiremos postagens constantes e renovação do espirito de participação do grupo.

Aguardem os próximos capítulos...
Mudança de Objetivo

Nossa equipe perseguirá um serial killer através de provas deixadas por eles que serão buscadas através de cenas de filmes. Os documentos que serão analisados serão as provas deixadas pelo assassino.


30 de outubro. Meia noite. Minha equipe foi chamada para reter provas de um corpo que foi encontrado em um quarto de hotel. O corpo de uma mulher; nua; média estatura, estendido ao chão, e nele, várias agulhas enfiadas na pele, centenas delas. O corpo fora cuidadosamente estendido ao chão, em uma posição que deixa em evidencia vários pequenos ferimentos nas veias do braço esquerdo. Tudo leva a entender que ela já era uma usuária de drogas. O quarto fora cuidadosamente limpo, quase não havia rastros, o assassino tivera tempo... Foi quando a agente Jaqueline notou que olhos da vítima fitavam um ponto especifico do quarto, e quando olhamos na mesmo direção encontramos uma carta fixada em um ponto escuro do quarto. Escrita pelo método de colagem, nela continha a seguinte mensagem:

“Bem vindo ao meu show de horrores, aqui se dá inicio a uma saga, uma saga do qual vocês não terão a opção de não participarem, pela lei farão parte dela, e eu, me deliciarei com isso. O jogo se dará da seguinte forma: eu monto a cena, deixarei pistas, passos a serem seguidos; vocês tentarão descobrir qual filme a cena remonta, para a partir daí tentarem recolher as pistas, as pistas darão detalhes sobre como a próxima morte ocorrerá, ou seja, próximo filme. Não pensem que haverá um padrão, exijo de vocês criatividade e rigor. Prestem atenção à cena antes de tentarem encontrar algo. Que os jogos comecem...”

[modo narrativa: off]
Regras do jogo:

1º eu descrevo a cena de um crime, e vcs me dizem que a qual filme pertence. Vocês tem o prazo de 3 dias para postarem os chutes, caso não haja postagem darei continuação a narrativa.
2º eu te dou uma lista de prova e vcs me dizem como se relaciona com o crime. Pode haver caso das pistas remeterem a 2 dois filmes distintos, nesse caso abrirei uma enquête para a escolha do próximo assassinato.
Obs.: as pistas de cada morte sempre trarão uma dica de qual será o próximo filme.
[modo narrativa: on]


Entreolhamos-nos, não havia muita coisa a se dizer, ou a carta era uma farsa, ou tínhamos um novo serial killer na cidade. Mas quando se há vidas em jogo, não podemos brincar; portanto, relemos a carta, mais atentas a detalhes dessa vez.

Quando a agente Renata disse em tom de incompreensão – que tipo de serial killer não deixa uma assinatura?

Olhamos em volta novamente, desta vez, prestando atenção aos detalhes...

Não há nada aqui – eu disse. Vamos verificar o quarto e retermos as pistas...

- Se vamos fazer isso, vamos fazer rápido, não quero estar aqui quando aqueles babacas da policia chegarem – disse Agente Jaqueline

- Você esta com fome agente Jaqueline? – eu disse.

Agente Jaqueline joga uma olhada mortal para a agente Raiana.

Eu recebo esta olhada e digo: - deixa pra lá

Agente Renata tentando contornar a situação diz: Foco! Sem brigas! Vamos trabalhar!

Lista de pistas recolhidas:

Prova A: Uma foto foi encontrada em uma gaveta ao lado da cama
Prova B: Um dedo foi encontrada dentro da privada (o sangue foi drenado)
Prova C: uma pisada próximo a entrada do banheiro

Fim do Capítulo
Prova A =====>

-





<===== Prova B