Dados Crime Ana Lídia


Suposta reprodução do fato: Na terça-feira 11 de setembro de 1973, a Vemaguete cinza claro estaciona na porta do Colégio Madre Carmen Salles às 13h50. Ana Lídia chega para a aula de reforço. A mãe, Eloyza Rossi Braga, desce do carro e acompanha a filha de 7 anos. Deixa-a a uns dez passos da sala de aula, entrega-lhe a merendeira e despede-se com um beijo. Eloyza e o marido, Álvaro Braga, seguem para o trabalho. Eles eram funcionários públicos, com cargo de chefia no então Departamento de Serviço de Pessoal, o Dasp. Ana Lídia estudava de manhã, fazia a 1ª série, mas desde agosto ia todas as tardes para o colégio. Às terças e sextas-feiras tinha aula de reforço, e às segundas, quartas e quintas aprendia piano. Ficava lá das 14h às 16h30, quando a empregada da família a buscava. Nesse dia, a menina bonita, de cabelos loiros até os ombros e de olhos azuis, usava vestido xadrez, branco e azul, e sandálias vermelhas. Na pasta preta, guardava o material escolar: quatro cadernos encapados com plástico amarelo, uma caixa de lápis de cor e a boneca Susi. Ana Lídia era um menina meiga e superprotegida pelos pais. Era proibida de descer para brincar no pilotis. Naquela época, os blocos de Brasília eram numerados e não letrados. A família Braga morava no apartamento 108 do bloco 40, da 406 Norte, hoje bloco O.

A menina não assiste às aulas
O jardineiro da escola, Benedito Duarte da Cunha, 31 anos, vê quando Ana Lídia chega. E nota quando o homem alto, magro, claro, cabelos loiros, um livro vermelho na mão e que usa calça marrom ou verde-oliva, tipo militar, chama a menina. Os dois saem normalmente pelo portão lateral. Ana Lídia não grita nem resiste, segue-o. Ele já estava no pátio da escola, escorado a uma árvore, quando ela desce da Vemaguete dos pais. A dona de casa Diva Aparecida dos Anjos, 32 anos, tinha acabado de amamentar o filho e colocá-lo no chão. Sai para enxaguar roupas na parte da frente do barraco, numa invasão abaixo da 604 Norte, e vê passar a menina bonita, loira, de cabelos até os ombros, levando uma mochila às costas. ‘‘Ela deve estar vindo da escola ou da igreja’’, pensa. Ana Lídia anda normalmente, seguida por um rapaz de cor morena, de estatura mais para baixa, de cabelos ondulados. Diva volta às roupas, mas o menino Tomé Marcelo da Cunha, 9 anos, sobrinho do jardineiro Benedito, repara quando Ana Lídia e o homem entram num táxi (um fusca vermelho) e seguem na direção da Universidade de Brasília (UnB).

Primeiro alarme, primeiras buscas
Às 16h daquela terça-feira, Álvaro Braga, 55 anos, desce para chupar uma laranja no térreo do Dasp. Ao voltar à seção, é informado que sua mulher o havia procurado. Parecia bastante nervosa. Soube então que Ana Lídia não tinha assistido às aulas. Madre Celina havia ligado às 16h30 para Eloyza no trabalho, depois que a empregada da família apareceu para buscar a menina. A irmã queria confirmar se a menina fora deixada na escola. Rosa da Conceição Santana, 57 anos, trabalhava com os Braga havia anos, desde o tempo em que Cristina Elizabeth, a filha mais velha de Álvaro e Eloyza, tinha apenas cinco meses. Além de Cristina e Ana Lídia, eles tiveram outro filho: Álvaro Henrique, um rapaz de 18 anos que se preparava para o vestibular. Com a confirmação da mãe de que Ana Lídia fora deixada na escola, começam as buscas. Álvaro volta para casa na esperança de que a filha esteja lá e pede ajuda ao filho e a namorada dele, que conversam debaixo do bloco, para procurá-la. Percorrem os arredores da escola, da Igreja São José, ao lado, e descampados (até hoje existentes) da Universidade de Brasília. Às 17h, a polícia é avisada do desaparecimento de Ana Lídia e as buscas são intensificadas.

O choro do outro lado da linha
Às 19h45, o delegado-chefe José Ribamar Morais, da 2ªDelegacia de Polícia (Asa Norte), recebe um telefonema anônimo, pedindo 2 milhões de cruzeiros pelo resgate de Ana Lídia. A menina é colocada ao telefone, chora e chama pela mãe. Nenhum outro contato é feito. Outras pistas surgem. Às 20h, um fuzileiro do Grupamento de Fuzileiros Navais da Vila Planalto encontra, em frente ao quartel, o estojo de lápis e guarda-o, sem imaginar a quem ele pertencia. Um funcionário do Supermercado SAB, da 405/406 Norte, encontra, nesse mesmo dia, sobre uma pilha de sacos de arroz, uma carta endereçada a Álvaro Braga. Em texto escrita à máquina, num envelope manuscrito, o sequëstrador exige 500 mil cruzeiros pela devolução de Ana Lídia. O dinheiro deve ser colocado num local próximo à Ponte do Bragueto até sexta-feira 14. Depois a polícia acha os cadernos da menina, jogados à margem da pista do Grupamento de Fuzileiros Navais. Às 12h do dia seguinte, três policiais descobrem o corpo de Ana Lídia. O agente Antônio Morais de Medeiros conta que estava sentado, rezando, quando um rato passa e entra numa toca, com sinais de ter sido remexida recentemente. Desconfiado, revolve a terra com um pedaço de pau e encontra o corpo. No local havia madeixas de cabelos de Ana Lídia e duas marcas que podem ser de bota ou de coturno.

Dezessete horas com o estuprador
O corpo de Ana Lídia estava numa vala rasa no cerrado próximo ao Centro Olímpico da UnB. A menina foi enterrada nua, de bruços e com a face comprimida contra o chão. Uma vara de madeira de 1,20m, arrancada de uma árvore próxima, foi usada para jogar a terra sobre o corpo. O local era praticamente deserto. Havia apenas três barracos nas redondezas. O mais próximo estava a 40 metros da cova. Nenhum dos moradores revelou ter visto algo suspeito. Antes de ser assassinada, Ana Lídia foi torturada. Seus cabelos loiros foram cortados de forma irregular, bem rente ao couro cabeludo. Os cílios da metade interna da pálpebra superior esquerda foram arrancados. Havia escoriações e manchas roxas por todo o corpo, sinais de que ela foi comprimida ou arrastada pelo cascalho. O laudo do exame cadavérico, realizado em 12 de setembro, constata que Ana Lídia foi estuprada depois de morta, por apresentar lesões características post-mortem. A vagina e o ânus ficaram dilacerados. No local foram encontradas duas camisinhas usadas e papel higiênico com esperma. Laudos do Instituto de Medicina Legal e do Instituto de Criminalística comprovariam depois que os espermas eram de uma mesma pessoa.  Ana Lídia foi morta entre 4h e 6h da manhã do dia 12 por asfixia. Ela teve o rosto comprimido contra a terra, sem chances de respirar pela boca e nariz. Ela passou 17 horas com o assassino. A boneca Susi, que ela levava para a escola, é encontrada pela filha de um fuzileiro naval, mas a mochila e as roupas nunca apareceram.

Irmão é suspeito de ajudar no seqüestro
Pai e mãe de Ana Lídia acreditam que o crime foi praticado por um tarado, mas estranham o fato da filha ter saído da escola com um desconhecido. De imediato, a polícia diz que Álvaro Henrique, o irmão de 18 anos e padrinho de batismo de Ana Lídia, é o principal suspeito de ter buscado a menina na escola. O jardineiro Benedito Duarte da Cunha reconheceu-o como o homem que levara Ana Lídia. Pesava sobre ele acusações de envolvimento com drogas e suspeitas de que estaria em dívida com traficantes. O seqüestro da irmã seria uma forma de liquidá-las. Em depoimento à polícia, Álvaro Henrique confessou ter consumido maconha apenas três vezes e revelou que pedira dinheiro emprestado ao pai e amigos para pagar o aborto de 1,5 mil cruzeiros da namorada Gilma Ely Varella Albuquerque, 19 anos, grávida de um mês. Álvaro tinha uma Yamaha 100 cilindradas e usava a moto para ir ao cursinho Laser Vestibulares, na Asa Sul. No local onde Ana Lídia foi enterrada havia marcas de pneus de moto. Ele contou que cortou o cerrado da UnB quando foi procurar Ana Lídia. Embora os pais tenham fornecido um importante álibi, afirmando que o filho estava no banco de trás da Vemaguete, quando deixaram Ana Lídia na escola, o jardineiro dissera que não havia ninguém mais no banco traseiro. Na noite de 11 de setembro, Ana Lídia já desaparecida, Álvaro e a namoradadormiram dentro do carro, na porta do bloco onde a família Braga morava. Aluna do Madre Carmen, Nair Gomes Pinto, 13 anos, viu Ana Lídia ser deixada na escola naquela dia. Perguntou se ela não estudava de manhã. ‘‘A irmã me ajuda a fazer os deveres’’, explicou Ana Lídia. Nair também contou não ter visto mais ninguém no banco de trás da Vemaguete. Na versão dos pais de AnaLídia, Álvaro Henrique foi deixado na Rodoviária, de onde iria até ao Detran buscar informações para tirar a carteira de habilitação.

Protegido de Eloyza é acusado
Eloyza conheceu Duque em 1966, no ano em que tirou licença médica para dar à luz Ana Lídia — a caçula da família, temporã, nasceu em 10 de julho. Ele era funcionário da Novacap lotado no Dasp. Trabalhava na seção da mãe de Ana Lídia, uma chefe generosa que abonava as faltas seguidas dele. Duque pedia conselhos à Eloyza, que uma vez recomendou que ele procurasse ajuda de um psicólogo do Dasp. Apesar de contar com proteção de Eloyza no serviço, Duque não era íntimo da família. Tinha ido à casa dela poucas vezes. Na terceira nem chegou a entrar porque a família estava de férias no Rio. Em casa, estavam somente a empregada e a filha mais velha, Cristina. Nascido em Conceição do Araguaia (PA), ele chegou a Brasília em fevereiro de 1962. Disse ter visto Ana Lídia quando ela tinha 5 anos, ao lado da mãe num elevador do Dasp. Duque levava uma vida desregrada. Era viciado em tóxicos (fez uso de maconha, cocaína e drogas menos conhecidas, como hinoesteg), bebia bastante e confessou à polícia ter tara por menores, tendo inclusive corrido atrás de Selma, uma menina de 11 anos. Morava no Acampamento da Metropolitana, no Núcleo Bandeirante. Ele disse que só soube do desaparecimento de Ana Lídia às 12h30 do dia seguinte ao seqüestro. Ouvira a notícia pelo rádio. Pegou cinco cruzeiros emprestados e foi à casa dos Braga prestar solidariedade. E que só fugiu e trocou de nome quando soube que era procurado pelo assassinato da menina.

Testemunha acusa Álvaro e Duque
Fátima Soares Maia, 21 anos, chega a Brasília em fevereiro de 1974 para se preparar para o vestibular da UnB. Ficou hospedada na residência de um casal de funcionários públicos, amigos do seus pais em João Pessoa, Paraíba. Ela morava no Bloco 52 da 406 Norte, quadra vizinha à da família de Ana Lídia. Já tinha conversado uma vez com Álvaro Henrique quando o encontrou novamente, em companhia de Duque, na Praça 21 de Abril, na W-3. Álvaro a apresentou a Duque. Até então nenhuma testemunha tinha falado da amizade entre os dois. A versão de Fátima chegou à polícia quando ela apareceu com a roupa rasgada, nariz sangrando e escoriações pelo corpo. A estudante acusou Duque de ter injetado droga em sua veia e a levado para o cerrado próximo ao Ceub, onde a espancou e a ameaçou, afirmando que se não colaborasse teria o mesmo fim de Ana Lídia. Ela dizia que Duque exigia dinheiro dela para comprar drogas e que teria uma vez, de madrugada, invadido o apartamento dela. Para não preocupar a família, Fátima informou que bandidos tinham tentado um assalto. O cerrado onde Fátima teria sido agredida foi periciado. Foram achados objetos dela que acabaram depois sumindo na delegacia. Álvaro Henrique foi chamado para depor e negou conhecer Fátima. Nervosa, acusada de estar envolvida com droga e de mentir, ela acabou desistindo da história alegando tentativa de suicídio. No mesmo dia, providenciou uma passagem aérea de volta para João Pessoa. O promotor José Jeronymo Bezerra não acreditou nessa versão. Alegava que ela não seria capaz de bater a cabeça contra uma árvore, cortar a própria pele com gilete e inventar a história. Safe Carneiro, advogado de Álvaro Henrique, afirmou que ela fez tudo isso para justificar o dinheiro que sumia da casa e que ela usava para comprar drogas. O Instituto de Psiquiatria da Paraíba, em 10 de maio de 1974, atestou que Fátima era pessoa equilibrada, ‘‘sem perturbação mental’’ e que, como não fez uso sistemático de tóxicos, não poderia ser considerada toxicômana. A 2ªDP não encaminhou Fátima para exame de corpo delito depois que ela admitiu tentativa de suicídio.

Semelhanças com o caso Araceli
 Com o tempo, o caso tomou novos rumos. Uma das investigações apontou semelhanças com o assassinato de Araceli Cabreira Crespo, em Vitória (ES). Quatro meses antes do sumiço de Ana Lídia, a menina de 8 anos desapareceu perto da escola onde estudava e teve os cabelos compridos cortados bem curtos. Foi encontrada nua numa vala rasa. Só não foi possível verificar estupro porque o corpo estava em putrefação. As duas meninas gostavam de brincar com animais: Ana Lídia com os papagaios da Igreja São José e Araceli com um gatinho de um bar próximo à escola. Ambas as famílias compraram livros para suas filhas, antes do desaparecimento delas. Por isso, a polícia investigou vendedores de livros na porta de escolas. Nos dois casos, houve boatos de que os autores seriam filhos de pessoas influentes e apareceram cartas pedindo resgate.

A gangue dos influentes
Não houve avanço nas suspeitas de envolvimento de filhos de pessoas importantes no crime. O Ministério Público requisitou à Polícia Federal que investigasse a rede de tráfico na capital federal, mas o Ministério da Justiça negou. A idéia dos promotores era identificar quais traficantes abasteciam o Distrito Federal naquela época e checar a ligação deles com Raimundo Duque e o irmão de Ana Lídia. Vivíamos sob ditadura militar. O inquérito passou a correr sob sigilo. A suspeita de envolvimento dos criminosos com o tráfico fez a polícia investigar traficantes que atuavam na Asa Norte e Vila Planalto. Todos foram detidos e interrogados, sem sucesso. A polícia investigou ainda operários da construção do anexo do colégio Madre Carmen Salles, motoristas de táxis vermelhos, alunos de datilografia da Igreja São José e até mesmo os padres da paróquia. Outro boato da época dava conta que Ana Lídia era neta de Eloyza. Seria filha de Cristina. Depoimentos de pessoas próximas à família criaram a dúvida. A empregada Rosa e o próprio Duque contaram à polícia que estranharam quando Eloyza foi ao hospital ter nenê. Os dois não tinham reparado na gravidez e nem Eloyza havia comentado. Comentava-se que Alfredo Buzaid Júnior, filho do ministro da Justiça da época, era suspeito do crime. Ele também estudava no Colégio Laser, da Asa Sul. Mas não houve prova contra ele. O filho do senador Eurico Rezende, Eduardo Ribeiro de Rezende, o Rezendinho, também foi apontado como integrante de uma turma de viciados em tóxicos e igualmente suspeito do crime. Buzaidinho morreu em 1975 num acidente de carro, depois de ter ficado escondido por dois anos. Rezendinho foi encontrado morto com um tiro no ouvido, em 1990, aos 40 anos, em seu apartamento no centro de Vitória (ES). Relatório de investigação paralela da Divisão de Segurança e Informações do Ministério da Justiça concluiu que o rapaz era inocente e as acusações eram tática subversiva para desacreditar as autoridades. Hoje se sabe que havia um processo secreto e dois confidenciais no Ministério da Justiça sobre o caso Ana Lídia. Que também não chegaram a nenhuma conclusão, da mesma forma que a Comissão Parlamentar de Inquérito instalada pela Câmara de Deputados para apurar o tráfico de drogas em Brasília.

Julgados e absolvidos
Os indícios de envolvimento de Álvaro Henrique Braga eram fortes e o Ministério Público ofereceu denúncia contra ele e Raimundo Lacerda Duque, 30 anos. Eram acusados de pertencer a uma gangue de alta periculosidade. Os dois tiveram prisão preventiva decretada, mas foram absolvidos no julgamento e no recurso do Ministério Público, em segunda instância, por inconsistência das provas. Em 11 de setembro de 1993, o crime de Ana Lídia prescreveu sem apontar nenhum culpado. Se o assassino se apresentar hoje não poderá mais ser preso. O Código Penal Brasileiro, artigo 109, inciso I, permite que o assassino fique livre depois de 20 anos do crime. Álvaro Henrique foi absolvido. Raimundo Duque foi condenado por falsidade ideológica. Os dois estão livres. Álvaro é médico angiologista no Rio de Janeiro. Duque vive da aposentadoria do Dasp e mora em Anápolis, Goiás.

Os erros da investigação
Uma série de erros de investigação, esquecimentos suspeitos e falta de cuidado com a conservação de provas, transformou o caso Ana Lídia num crime perfeito. Relatório do agente Francisco Pedro de Araújo, elaborado três anos depois do assassinato, aponta as falhas da polícia:
·        Os tipos usados na carta de resgate não foram comparados com os das máquinas de escrever da SAB, onde foi encontrada.
·        Não foi feito exame grafotécnico, comparando a escrita à mão com a caligrafia dos suspeitos.
·        Não foram feitas diligências em farmácias para tentar descobrir onde os suspeitos teriam comprado camisinha.
·        O álibi de Álvaro, de que fora à Rodoviária e ao Detran, não foi checado.
·        O retrato falado do criminoso não foi anexado ao processo.
·        O esperma encontrado na vítima e em duas camisinhas no local do crime ficou 15 dias no Instituto de Medicina Legal e não foi comparado com os de Duque e Álvaro.
·        O Ministério da Justiça proibiu a Polícia Federal de investigar a relação do crime com o tráfico de drogas.
As marcas de pneu de moto não foram coletadas, por molde de gesso, e nem comparadas com a Yamaha de Álvaro.
Gran Finale

Pra não falar que nunca descobrimos qual é o filme, aí está a resposta: Instinto selvagem (basics instincts) e a partir daí nossas cabeças começaram a ferver. O que acontece é que os elementos externos a esse filma não remonta a nenhum outro, cruzamos dados com o maior banco de filmes do mundo e tudo o que conseguimos foram suspiros nervosos de nossas agentes.

Segundo o filme (pelo menos a cena que constam nossas provas) um roqueiro de meia idade é morto em sua casa, com os pulsos amarrados à cama, todo perfurado por um picador de gelo. Suas mãos foram atadas à cabeceira através de um echarpe branco

Após fazermos as analises das provas começamos a discutir sobre elas:

Ag. Renata – No filme também há um aparelho de som ligado no momento.

Ag. Jaqueline – Isso exclui o aparelho, o picador e a echarpe das pistas do próximo filme.
Ag. Renata – O que deixa somente o chapéu como pista para o próximo corpo.
Ag. Raiana – Estamos negligenciando provas...
Ag Jaqueline – Acredito que não. Fizemos uma varredura no local.
Ag Raiana – Pense de novo.
Ag Renata – Ela tem razão.
Ag Jaqueline – O que?
Ag Renata - Havia uma musica tocando no ambiente.
Ag Jaqueline – Sim. De fato, mas já fizemos as comparações e não é a mesma de instinto selvagem nem musica tema de nenhum outro filme.
Ag Raiana – Talvez a pista não é relacionada ao próximo filme, mas sim a próxima vítima.
Ag Renata – Mas se ele fizer isso, ele estará mudando as regras que ele mesmo fez.
Ag Jaqueline – E se ele se diverte com isso acredito que ainda não tenha sido suficiente
Ag Raiana – Talvez ele esteja entediado. Talvez o caso não tenha repercutido como ele imaginava, seu jogo virou uma enquête nacional...
Ag Jaqueline – Mas se fosse do jeito que você esta falando os elementos externos ao filme são insuficientes para apontar alguém
Ag Renata – Acho que deveríamos rever o local do crime. Talvez deixamos passar algo.
Ag Raiana – Antes disso, temos que parar de analisar as provas como elementos internos e externos ao filme. Todos eles são parte de um mesmo contexto. Temos que analisá-los juntos.
Ag Jaqueline – Faz Sentido.
Ag Renata – Então vamos rever os fatos
Ag Raiana – Ok, eu faço as anotações no quadro.
Ag Jaqueline – Um homem é morto por um picador de gelo em sua casa
                        [cada item que elas falam Raiana anota no quadro]
Ag Renata – Mãos atadas a cabeceira da cama.
Ag Jaqueline – O aparelho de som estava ligado.
Ag Raiana – Não se esqueçam do chapéu.

Imediatamente após isso todas olham atenciosamente ao quadro preenchido e murmuram:

Ag Jaqueline – Homem morto. Picador de gelo. Chapéu. Som ligado.
Ag Renata – E tem a musica: the saints are coming.
Ag Raiana – Deve existir algum detalhe que estamos deixando passar
Ag Renata – Vamos assistir a cena do filme, o detalhe pode estar lê

Todas assistem atentamente a cena inicial de instinto selvagem...


Ag Jaqueline - Achei!
Agentes Renata e Raiana – O que?
Ag Jaqueline – Faz todo o sentido!
Agentes Renata e Raiana – O que??
Ag Jaqueline – A vítima do filme é um roqueiro!
Ag Raiana – Talvez ele esteja tentando recriar a cena como um todo!
Ag Renata – Se assim for, a próxima vitima é um roqueiro.
Ag Jaqueline – Uma musica do U2 estava tocando repetitivamente no local.
Ag Renata – Do que a musica fala?
Ag Raiana – Talvez é irrelevante. E as outras pistas?
Ag Jaqueline – Não pode ser...
Ag Renata – O que?
Ag Jaqueline – É um roqueiro que morre em sua casa enquanto sua musica toca.
Ag Renata -  Você esta querendo dizer que o vocalista do U2 vai morrer...
Ag Raiana – Não necessariamente
Ag Jaqueline – Mais especificadamente o The Edge. Ele costumava usar chapéu de cowboy nos shows antigamente.
Ag Renata -  Se isso for verdade ele corre riscos! Vamos chamar reforços e ir para a casa dele.!
Ag Raiana – Não há tempo! Vamos para a casa dele e lá decidimos o que iremos fazer.
Ag Jaqueline – Você tem razão vamos nos certificar de que ele esta bem!

Correndo, elas entram no carro em direção a casa do musico. Lá chegando encontraram o portão da entrada escancarado. Entraram lentamente com o carro e desceram lentamente, havia algo de estranho, a casa parecia estar vazia... Elas entraram pela porta da frente...

Quando Agente Raiana disse: - Vamos nos separar, Ag Renata verifique o andar de cima, eu e a Ag. Jaqueline vamos verificar o térreo, se tiver alguém em cima terá que passar necessariamente por  aqui.

As duas responderam : - Ok – Separaram-se, Raiana e Jaqueline no térreo e Renata no andar de cima.

Após 15min de busca, a Ag. Renata encontra o musico, inconsciente, amordaçado e algemado dentro de um closet em um dos quartos. Então ela grita – Geente! Encontrei!

Nesse momento ela sente a presença de alguém, quando se vira ela vê a Ag Raiana apontando uma arma para sua cabeça. Após isso ela no verá mais nada...

Análise das Provas ( crime II )


Aparelhagem de som
Análise Diplomática:

Denominação do objeto de estudo: micro system (completo: aparelho e caixas de som)
Suporte: Não se aplica
Dimensão: O aparelho de som tem forma de prisma retangular, com as seguintes dimensões: (L x A x P): [caixas] 146 x 236 x 187 mm; [aparelho] 146 x 236 x 239 mm
Formato: Variável
Material: Fibra de Vidro e MDF
Peso/Quantidade: Aprox. 5,8 kg
Produtor: Philips
Função enquanto unidade: Aparelho eletrônico utilizado para emitir som em volumes e gravidades variados.
Outras características relevantes que descrevam o documento: Não há.

Análise Tipológica

Situação/fato em que o objeto de estudo foi originalmente encontrado: Em cima de um cano no local do crime, emitindo uma música da Banda de Rock U2. Nome da música: The Saints Are Coming
Produtor: O assassino
Função dentro do contexto do crime: Desconhecida. Talvez indicar o próximo crime.
Suposta reprodução do fato:



Chapéu de Cowboy
Anásile Diplomática


Denominação do objeto de estudo: Chapéu estilo cowoby
Suporte: Não se aplica
Dimensão: Chapéu tamanho 58(7 1/4) - Aba: 12 cm Copa: 14,5 cm
Formato: Chapéu com abas curvas na direção da copa.
Material: Feltro
Peso/Quantidade: 98g
Produtor: Resistol: bast all-around
Função enquanto unidade: Objeto utilizado por homens e mulheres com objetivo de proteger-se dos raios solares.
Outras características relevantes que descrevam o documento: Chapéu de cor preta.

Análise Tipológica

Situação/fato em que o objeto de estudo foi originalmente encontrado: Cuidadosamente colocado no lado direito da cabeceira da cama onde o corpo fora encontrado.
Produtor: O assassino
Função dentro do contexto do crime: Desconhecida.
Suposta reprodução do fato:


Echarpe

Análise Diplomática:

Denominação do objeto de estudo: echarpe
Formato: 145 cm x 32cm com franjas nas extremidades.
Material: seda branca.
Peso/Quantidade: 20 gramas aproximadamente.
Produtor: Fabricante de echarpe
Função: Proteger ou embelezar o pescoço.
Outras características relevantes que descrevam o documento: --

Análise Tipológica

Situação/fato em que o objeto de estudo foi originalmente encontrado: Preso á cabeceira da cama junto as maos da vítima.
Produtor: Serial Killer
Função dentro do contexto do crime: Prender os pulsos da vítima à cabecira da cama no momento que ela é ferida.


Picador de Gelo
Análise diplomática

Denominação do objeto de estudo: Picador de Gelo
Suporte: Não se aplica
Dimensão: Objeto pontiagudo, com cabo em madeira envernizada e aço. 21 cm de comprimento.
Formato:
Material: Aço e Madeira
Peso/Quantidade: 10g
Produtor: Tramontina
Função enquanto unidade: Objeto utilizado para picar gelo para posterior utilização em bebidas ou outras refeições geladas.
Outras características relevantes que descrevam o documento:

Análise Tipológica

Situação/fato em que o objeto de estudo foi originalmente encontrado: No chão, ao lado do corpo encontrado.
Produtor: O assassino
Função dentro do contexto do crime: Ferir a vítima em diversos locais do corpo causando, de acordo com a autópsia, sua posterior morte.
Suposta reprodução do fato:
Divulgação em Jornal de grande circulação
Serial Killer Ataca Novamente!!!!!

Policia pede ajuda á comunidade, o assassino não estava blefando, mais um corpo foi encontrado, e, segundo a policia, a dica do filme foi dada pela comunidade através de um dos vários e-mails que a policia vem recebendo depois que a noticia do assassinato veio a mídia. Vamos ajudar a policia nessa mais nova sensação da cidade: o desafio do Assassino X!!!!...
(leia mais na página 16)
Paralelo: Investigação Policial X Diplomática e Tipologia
Assim como os arquivistas, investigadoras criminais utilizam técnicas bem similares. Em uma cena de crime as provas são analisadas enquanto unidade (o que é e como se encontra no momento) e em conjunto com as outras provas, ou seja, no contexto que foi utilizado. Há somente uma pequena mudança no objeto e pequenos detalhes na metodologia, mas a essência da coisa é a mesma. Ambos são profissionais investigativos e ambos prestam serviços a sociedade.
                                                                 Viva os Arquivistas!!!
Continuação do Caso

Demoramos algum tempo para voltar a ativa. Acontece que de alguma forma a noticia do serial killer vazou para a mídia, e nossas caixas postais ficaram tão cheias que demoramos um certo tempo para analisar o que nos foi enviado. Mas não foi em vão, descobrimos o filme e consequentemente o local do próximo ataque.
            O filme era O Colecionador de Ossos (The Boone Colector) e as pistas que encontramos em nossa cena do crime bate exatamente com um crime ocorrido no filme, e as pistas deste crime levava a um local:

                                    Ed. Woolworth
                                    Esquina da Wall e Nassau

Fomos ao tal endereço, é claro que o dito edifício Woolworth não existia, mas fomos à fundação do prédio que estava no local. E lá, no subsolo, encontramos mais um corpo. Desta vez um homem, estirado em cima de uma cama, ensangüentado, as mãos amarradas na cabeceira da cama, e no chão, um utensílio de cozinha, um picador de gelo para ser mais exata.

Agente Renata – Isto é um porão... com uma cama... acredito que o assassino quer nos dizer algo com isso, talvez de que a morte do próximo filme tem a ver com um quarto.

Agente Raiana – Está faltando um dedo na mão. Aposto que se fizermos um exame de DNA o dedo que encontramos no ultimo corpo será compatível com esta mão.

Agente Jaqueline – Vamos começar a colher as pistas, não temos tempo a perder!

Agente Raiana – Senhoritas aguardem um instante... De onde vem essa musica?

Silencio no ambiente, todas prestaram atenção tentando encontrar a fonte geradora da música.

Ag. Renata – eu conheço essa música... é U2...

Ag. Raiana – Sim, é the saints are coming...

Ag. Jaqueline – Ali! A caixa de som está em cima daquele cano!

Ag. Renata – Tudo bem, a levaremos junto com o restante das provas.

Ag. Raiana – Ok então! Vamos começar!

Relação de pistas encontradas:
- Aparelhagem de som
- Um chapéu de cowboy
- Um picador de gelo
- Um encharpe de seda branco

Descrição da cena do crime:
Porão, cheio de quinquilharias do prédio, mas no local onde foi encontrado o corpo os móveis foram arrastados, permanecendo a cama no centro e os móveis ao redor. Havia um corpo estendido sobre a cama, um homem, nu, com os braços atados a cabeceira da cama com o encharpe branco, e um chapéu de cowboy colocado cuidadosamente sobre uma das cabeceiras. O ambiente era pobremente iluminado excetuando por duas pequenas lâmpadas de baixa capacidade que se encontravam focadas sobre a cama.

            Já no escritório, as agentes discutiam sobre as provas:

Ag. Raiana – Como a própria agente Renata disse, a cena do crime remonta um quanro, então talvez a aparelhagem de som faça parte dos elementos que encontramos.

Ag. Jaqueline – Segundo a autópsia, os furos no corpo são compatíveis em diâmetro com o outro objeto encontrado, o picador de gelo.

Ag. Raiana – Então a causa mortis do nosso corpo foi por causa disso??? ... ... que triste...

Ag Renata – No chapéu não foi encontrado nenhum vestígio de DNA, o material do chapéu é novo também, provavelmente  foi comprado só pra compor a cena do crime.

Ag. Jaqueline – A aparelhagem, o echarpe e o piso estão limpos também.

Ag. Raiana – Novamente sem material genético externo...

Ag. Jaqueline – Vamos fazer a analise de algumas provas, acredito que elas farão mais sentido assim.

Ag. Renata – Vamos divulgar as provas encontradas também, fomos bem sucedidos com a divulgação, vamos tornar isso uma vantagem...

Análise em Breve
Questionário Pré-prova
Defina diplomática e tipologia documental?

Veja aqui a pergunta do blog Mais que Meros Detalhes.
Análise de Prova Policial
Contexto: Em 11 de Setembro de 1973 uma menina de 7 anos, loira, de temperamento sereno, desceu do carro do pai na porta da escola. Foi reencontrada, 22 horas mais tarde, morta, asfixiada, violentada, os cabelos cortados irregularmente a dois centímetros do couro cabeludo. O corpo de Ana Lídia Braga foi enterrado em cova rasa a menos de um quilômetro do colégio. Dois dos primeiros suspeitos, o irmão da menina, Álvaro Henrique Braga, e Raimundo Lacerda Duque foram julgados, mas absolvidos por falta de prova. Outros dois suspeitos de pertencerem à mesma gangue de Álvaro e Duque, Alfredo Buzaid Júnior e Eduardo Ribeiro de Rezende (o primeiro, filho do ministro da Justiça da época, e o segundo, filho de um senador), estão mortos.
O crime está prescrito, mas a dor e o mistério resistem a todos os efeitos do tempo. Quem defendia os réus continua defendendo-os, quem os acusava, idem. As falhas da investigação, a censura que impediu a divulgação do caso durante algum tempo, o envolvimento de gente influente, tudo levou o assassino (o esperma encontrado no corpo da menina era de uma só pessoa) e os demais envolvidos à impunidade.

Esperma do criminoso

Análise Diplomática:

Denominação do objeto de estudo: Sêmen do suspeito
Formato: Liquido
Material: Orgânico
Peso/Quantidade: Aprox. 1ml
Produtor: Glândulas seminíferas (bolsa escrotal).
Função enquanto unidade: Célula de reprodução masculina.
Outras características relevantes que descrevam o documento: textura viscosa, cor levemente esbranquiçada.

Análise Tipológica

Situação/fato em que o objeto de estudo foi originalmente encontrado: Sêmen encontrado o interior da vagina da vítima, indicando crime sexual de estupro.
Produtor: Estuprador (desconhecido).
Suposta reprodução do fato: Vide post "Dados crime Ana Lídia"
Análise das Provas ( crime I )

Prova A

Análise Diplomática

Denominação: Fotografia
Formato: Folha avulsa em forma retangular medindo 10cm x 5cm.
Material: Papel fotográfico fosco
Peso/Quantidade: 1 unidade
Produtor: Máquina Fotográfica
Função enquanto unidade: registro de imagens de fatos, acontecimentos ou objeto que sejam de interesse do produtor.
Outras Características: imagem sem muita nitidez em cores

Análise Diplomática
Situação: Foto recolhida pelas agentes numa gaveta ao lado da cama onde o corpo fora encontrado próximo.
Produtor: Serial Killer
Suposta reprodução do fato: Apresentar seus crimes como sendo um cenário de algum filme, o assassino coloca na cena do crime pistas passo-a-passo. Logo, para remeter o crime a algum filme (neste caso o colecionador de ossos) ele colocou a foto de uma cena que aparece no filme

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ProvaB

Análise Diplomática

Denominação: Pegada
Formato: Retangular com as extremidades arredondadas, sendo a parte inferior ligeiramente menor que a superior, suas medidas eram (tomando como unidade de proporção a cédula de 5 reais).
Material: 24cm x 9cm (parte superior) x 6cm (parte inferior)
Peso/Quantidade: ---.
Produtor: os dados da pisada foram insuficientes dara delimitar a marca e modelo do calçado do Assassino X.
Função enquanto unidade: ----.
Outras Características: as marcas não são tão sólidas, podendo ser usado como parâmetro de peso do assassino.

Análise Diplomática
Situação: Pegada encontrada no local, junto com as demais provas. Pisadas precisas, sempre levando a uma direção certa e nunca se repetindo em direção e rastro.
Produtor: Serial Killer
Suposta reprodução do fato: Pelo direcionamento das pegadas, provavelmente, o assassino, tenha deixado o corpo da vítima no local, dado que a quantidade de direção é mínima para afirmar que houve alguma briga ou resistência por parte da vítima.


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Prova C

Dedo amputado

Não temos muitas informações sobre este item esperamos respostas dos responsáveis pela perícia do corpo. Mas constatamos que o dedo encontrado não é da vítima, dado que é dedo de um homem (ainda desconhecido).

Manual e campos do formulário
Formulário de analise das provas

Análise Diplomática:

Denominação do objeto de estudo:
Nome da prova que será analisada
Formato: Feitio e dimensão da prova encontrada.
Material: Material da prova encontrada.
Peso/Quantidade: Peso em quilogramas ou gramas. E quantidade em ml ou L.
Produtor: Produtor do objeto enquanto objeto unitário: fora do contexto do crime.
Função enquanto unidade: para que serve o objeto enquanto unidade.
Outras características relevantes que descrevam o documento: --

Análise Tipológica

Situação/fato em que o objeto de estudo foi originalmente encontrado: Descrição da situação e do modo em que a prova a ser analisada foi encontrada na cena do crime.
Produtor: Produtor daquele fato, ou seja, o produtor aqui corresponde à pessoa responsável pelo objeto onde e como foi encontrado, ou seja, dentro do contexto apresentado.
Trâmite: O trâmite, dentro da realidade tipológica de quaisquer documentos que venham a ser analisados é um dos mais relevantes pontos a serem abordados dentro da análise (contexto). Porém, como a proposta do blog refere-se à crimes, e à análise de provas que tenham sido encontradas no cenário destes crimes, não é possível supor o trâmite destas “provas”, ou seja, não se pode simplesmente recriar a história ocorrida, por mais que as provas levem a uma suposta realidade.
Função dentro do contexto do crime: justamente pela ausência do campo trâmite, resolvemos criar o campo “Suposta reprodução do fato”, que é o último campo da análise e que funcionará como uma espécie de resumo de toda a análise: como o fato ocorreu? Responderemos a esta pergunta através da análise das provas, sem poder, no entanto, respondê-la com absoluta certeza, ou seja, reproduzir fielmente o ocorrido no crime: só quem pode saber disso é o assassino.
Formulário e Manual
Como houve algumas alterações no escopo dos objetivos deste blog, postaremos muito em breve o formulário e seu devido manual para análise das provas encontradas do nosso assassino X.

Esperamos compreensão mas garantiremos postagens constantes e renovação do espirito de participação do grupo.

Aguardem os próximos capítulos...
Mudança de Objetivo

Nossa equipe perseguirá um serial killer através de provas deixadas por eles que serão buscadas através de cenas de filmes. Os documentos que serão analisados serão as provas deixadas pelo assassino.


30 de outubro. Meia noite. Minha equipe foi chamada para reter provas de um corpo que foi encontrado em um quarto de hotel. O corpo de uma mulher; nua; média estatura, estendido ao chão, e nele, várias agulhas enfiadas na pele, centenas delas. O corpo fora cuidadosamente estendido ao chão, em uma posição que deixa em evidencia vários pequenos ferimentos nas veias do braço esquerdo. Tudo leva a entender que ela já era uma usuária de drogas. O quarto fora cuidadosamente limpo, quase não havia rastros, o assassino tivera tempo... Foi quando a agente Jaqueline notou que olhos da vítima fitavam um ponto especifico do quarto, e quando olhamos na mesmo direção encontramos uma carta fixada em um ponto escuro do quarto. Escrita pelo método de colagem, nela continha a seguinte mensagem:

“Bem vindo ao meu show de horrores, aqui se dá inicio a uma saga, uma saga do qual vocês não terão a opção de não participarem, pela lei farão parte dela, e eu, me deliciarei com isso. O jogo se dará da seguinte forma: eu monto a cena, deixarei pistas, passos a serem seguidos; vocês tentarão descobrir qual filme a cena remonta, para a partir daí tentarem recolher as pistas, as pistas darão detalhes sobre como a próxima morte ocorrerá, ou seja, próximo filme. Não pensem que haverá um padrão, exijo de vocês criatividade e rigor. Prestem atenção à cena antes de tentarem encontrar algo. Que os jogos comecem...”

[modo narrativa: off]
Regras do jogo:

1º eu descrevo a cena de um crime, e vcs me dizem que a qual filme pertence. Vocês tem o prazo de 3 dias para postarem os chutes, caso não haja postagem darei continuação a narrativa.
2º eu te dou uma lista de prova e vcs me dizem como se relaciona com o crime. Pode haver caso das pistas remeterem a 2 dois filmes distintos, nesse caso abrirei uma enquête para a escolha do próximo assassinato.
Obs.: as pistas de cada morte sempre trarão uma dica de qual será o próximo filme.
[modo narrativa: on]


Entreolhamos-nos, não havia muita coisa a se dizer, ou a carta era uma farsa, ou tínhamos um novo serial killer na cidade. Mas quando se há vidas em jogo, não podemos brincar; portanto, relemos a carta, mais atentas a detalhes dessa vez.

Quando a agente Renata disse em tom de incompreensão – que tipo de serial killer não deixa uma assinatura?

Olhamos em volta novamente, desta vez, prestando atenção aos detalhes...

Não há nada aqui – eu disse. Vamos verificar o quarto e retermos as pistas...

- Se vamos fazer isso, vamos fazer rápido, não quero estar aqui quando aqueles babacas da policia chegarem – disse Agente Jaqueline

- Você esta com fome agente Jaqueline? – eu disse.

Agente Jaqueline joga uma olhada mortal para a agente Raiana.

Eu recebo esta olhada e digo: - deixa pra lá

Agente Renata tentando contornar a situação diz: Foco! Sem brigas! Vamos trabalhar!

Lista de pistas recolhidas:

Prova A: Uma foto foi encontrada em uma gaveta ao lado da cama
Prova B: Um dedo foi encontrada dentro da privada (o sangue foi drenado)
Prova C: uma pisada próximo a entrada do banheiro

Fim do Capítulo
Prova A =====>

-





<===== Prova B
Análise dos outros documentos MCE Byte - Arquivistas de Madrid
E ai pessoaaaaas..!! baumm? Então, ja postamos a análise do Pedido, do Kit MCE Byte, e aí ficaram faltando analisar a Tabela de Preços, o Prospecto, as Imagens Impossíveis, a Ficha Funcional e a Nota Fiscal.  Então vamos a elees!!!

 Tabela de Preços

Denominação: Tabela de Preços de Viagens Virtuais
Descrição: Documento que contem informações a respeito dos preços das viagens virtuais. Nele há, de acordo com a viagem desejada pelo cliente, o preço total e final da viagem - esse último já com acréscimo dos impostos - preço dos impostos, custo da empresa para a realização da viagem e a comissão das vendas. É utilizado pelo vendedor para que ele possa calcular o preço da viagem de acordo com as opções do cliente.
Código: -

Características Externas: Classe: Textual
                                           Suporte: Papel
                                           Formato: Folha avulsa
                                           Forma: Cópia
Produtor: Departamento de Gestão de vendas
Destinatário: Vendedor
Legislação: Legislação Tributária (?)
Trâmite: A tabela de preços é gerada em uma reunião entre o Departamento de Gestão de Vendas e o Departamento de Gestão de finanças, que em conjnto, determinam os preços de cada serviço concernente às viagens virtuais. Assim que fica pronta, a tabela de preços é distribuida para aos vendedores da empresa, para que estes possam  fornecer os preços dos produtos aos clientes.
Documentos básicos que compõem o processo: Para criar uma tabela de preços é necessária uma pesquisa de diversos fatores referentes não somente às finanças da empresa, mas também de fatores relacionados ao mercado externo, e à legislção vigente. Por desconhecimento desta área, decidimos não espeficiar os documentos que compõe o processo de elaboração de uma tabela de preços. Quanto à tramitação, não há outros documentos que componham este trâmite ou a utilização do documento.
Ordenação da série: Cronológico a partir da data de vencimento.
Conteúdo: Nome e endereço da empresa, logotipo, tipo de viagem, local da viagem os custos de cada viagem, impostos, custos da empresa para realiazaçao de cada viaem, comissão das vendas, e enfim, os preços finais de cada tipo de viagem.
Vigência: é determinada pelas modificações de preços no ramo da empresa, e pelas modificações econômicas no país e no mundo. Podem valer tanto por um mês quanto por um ano, por exemplo.
Eliminação: 5 anos após o término da vigência
Acesso: Restrito aos funcionários dos Departamentos de Gestão de Finanças e de Viagens Virtuais e aos vendedores.



Prospecto

Denominação: Prospecto (essa denominação foi criada pelo grupo mesmo...)
Descrição: Conjunto de Informações sobre as viagens virutias. Constitui espécie de propaganda sobre o serviço prestado pela empresa, além de uma imagem do local a ser conhecido.
Código: --
Características Externas: Classe: Textual
                                           Suporte: Papel
                                           Formato: Cartaz
                                           Forma: Cópia
Produtor: Departamento de divulgação dos serviços de viagem
Destinatário: Publico externo.
Legislação: Legislação sobre direitos autorais. (?)
Trâmite: O trâmite deste documento não tem um trâmite específico, visto que depois de produzido, ele pode ser anexado em qualquer local público ou não, a fim de atrair a clientela. Assim, o trâmite termina nesta atividade.
Documentos básicos que compõem o processo: O prospecto é um documento independente.
Ordenação da série: Cronológica - pelo ano de produção do prospecto e depois alfabética - pelo nome do local.
Conteúdo: Nome, logotipo, telefone e endereço da empresa. Imagem e nome do possivel local de viagens.
Vigência: 1 ano.
Eliminação: Cada via original do prospecto é de guarda permanente para a empresa, pois retrata sua trajetória insitucional e a história de suas atividades.
Acesso: Livre.



Ilustrações Impossíveis 

Denominação: Ilustrações impossíveis Descrição: Documento que contem uma "ilustração impossível", que retrata algumas situações possíveis nas viagens virutias, para fins de divulgação do serviço prestado pela empresa.
Código: -
Características Externas: Classe:
                                           Suporte: Papel
                                           Formato: Folha Avulsa
                                           Forma: Cópia
Produtor: Departamento de Controle de Viagens Virtuais
Destinatário: Cliente interessado.
Legislação: --
Trâmite: O departamento de Controle de Viagens Virtuais seleciona essas imagens para ilustrar possíveis situações das viagens virtuais, como modo de ilustração para o cliente interessdo.
Documentos básicos que compõem o processo: é um documento independente.
Ordenação da série: Cronológica pelo ano de produção.
Conteúdo: Figura e seu nome.
Vigência: 1 ano.
Eliminação: 1 ano após vigência.
Acesso: Restrito aos funcionários do Departamento de Controle de Viagens Virtuais e aos vendedores.



Ficha Funcional

Denominação: Ficha Funcional
Descrição: A Ficha Funcional é um documento da empresa que contém inofrmações referente a quaisquer pessoas que venham a ser contradadas como funcionarios da MCE Byte. Possui informações de caráter pessoal e profissional, e servem para identificar e controlar os direitos e deveres do funcionário.
Código: --
Características Externas: Classe: Textual
                                           Suporte: Papel
                                           Formato: Folha Avulsa
                                           Forma: Cópia
Produtor: Departamento de Gestão de Pessoas
Destinatário: Departamento de Gestão de Pessoas
Legislação: Regime de contratação por CLT. - Legislação vigente
Trâmite: Após a entrevista, o funcionário é encaminhado ao Departamento de Gestão de Pessoas da empresa, para que fornecer seus dados para posterior confecção da ficha funcional. Ou seja, o documento é criado ali, e sua "vida útil" se encerra por la mesmo, já que o maior interessado neste documento é o proprio Departamento de Gestão de Pessoas
Documentos básicos que compõem o processo: O processo de criação da ficha funcional não agrega outros documentos,a nao ser os documentos pesosais o prórprio funcionário.
Ordenação da série: Funcionários Ativos e Funcionários Desligados. Dentro desta divisão, ordem alfabética.
Conteúdo: A ficha funcional contem os dados pessoais da pessoa (funcionario) - nome, número de registro na emrpesa (matrícula), data de nascimento, endereço, telefone, estado civil, nome do conjuge, se tem filhos e quais os nomes, numero da carteira de identidade, carteira de trabalho, CPF, número da conta bancária (para efetuar o pagamento), data de admissão, de rescisão, histórico dentro da empresa (cargos/funções), período destas funções, e um campo para observações.
Vigência: Até o desligamento do funcionário.
Eliminação: 100 anos após desligamento do funcionário. (ou seria guarda permanente?)....
Acesso: Restrito aos funcionários do Departamento de Gestão de Pessoas e às administrações superiores a este.



Nota Fiscal

Denominação: Nota fiscal de Venda do Consumidor
Descrição: A nota é um registro que contém a discriminação, quantidade, valor e data do serviço prestado ou do produto vendido pela empresa.
Código: --
Características Externas: Classe: Textual
                                           Suporte: Papel
                                           Formato: Folha Avulsa
                                           Forma: Cópia.
Produtor: MCE Byte - Departamento de Gestão de Vendas
Destinatário: São dois destinatários diferentes: a via original fica com o cliente e a outra fica no Departamento de Gestão de Finanças da Empresa.
Legislação: Código de Defesa do Consumidor
Trâmite: Ao finalizar a venda, o vendedor preenche um bloco de ntoas contendo duas vias preenchidas. Essas vias são entregues uma ao cliente, e a outra fica em poder da empresa: no Departamento de Gestão de Finanças.
Documentos básicos que compõem o processo: Para criação da nota fiscal basta os dados do cliente, que são comprovados através de seus documentos pessoais. Somente estes documentos participam do processo de criação e trâmite de uma nota fiscal de vendas.
Ordenação da série: Cronológica (e consequentemente por ordem númerica das notas)
Conteúdo: A nota fiscal deve conter um número de identificação, timbre e dados da empresa: nome, endereço, telefone, CNPJ (ou cadastro da empresa no órgao responsável), a data da compra, nome e endereço do comprador, quantidade, discriminação e valor dos serviços/produtos adquiridos, valor total.
Vigência: Até o fim da garantia do produto/serviço.
Eliminação: guarda permanente.
Acesso: Restrito aos funcionarios da empresa (na empresa) e ao comprador.


Bom pessoas é isso, o grupo achou a atividade um pouco complexa, principalmente na hora de analisar os documentos da suposta "divulgação" da empresa. Tentar determinar o trâmite, a vigência, e os documentos que compõem o processo foram as partes mais complicadas da análise, porque a gente teve que imaginar a rotina da empresa e o contexto em que ela atua. E essa parte sim, foi um pouco complicada por não termos afinidades com determinados fatores como por exemplo a parte da legislação....
Enfim, todo aprendizado é válido, esperamos que a atividade esteja correta!. se não queremos saber o que está errado e tentar corrigir ...Enfim, todo aprendizado é válido não é mesmo?

Inteh daqui a pouco povo meu!!!!!!!


\0/ Tardi procÊs!



Análise Diplomática do Pedido (MCE Byte) - Arquivistas de Madrid
         Bom dia gentes!! Aí está a nossa análise do "Pedido", documento do Kit MCE Byte, de acordo com o texto dos Arquivistas de Madrid. É importante ressaltar que de todas as análises anteriores já vistas (Belloto, Duranti..etc) esta foi a mais completa, do ponto de vista do grupo. Tanto por destrinchar minimamente as características físicas (extrínsecas) do documento quanto por valorizar o contexto do documento, que na opinião do grupo, é fundamental quando se diz respeito a analisar diplomática e tipologicamente o documento. Para realizar a atividade, o grupo encontrou algumas dificuldades, como determinar o trâmite, e diferenciar vigência da eliminação, que para nós, estavam intimamente unidos (o professor André nos deu um puxãozinho de orelhas quando colocamos a mesma temporalidade curta - somente DEZ anos - nos dois campos..rs...). Assim, finalizamos nossa análise, de acordo com o texto dos Arquivistas de Madrid, e de acordo com o conteúdo agregado pelos integrantes do grupo no desenrolar da disciplina (não só desta, mas de outras disciplinas do Curso).Então, vamos a ela:


Pedido MCE Byte


Denominação: Pedido de Viagem Virtual
Descrição: Conjunto de informações a serem fornecidas pelo consumidor para que possam ser analisadas a fim de aprovar uma compra e garantir a integridade da empresa em caso de quaisquer eventualidades que possam haver com o cliente.
Características Externas: Classe: Textual
                                           Suporte: Papel
                                           Formato: Folha Avulsa
                                           Forma: Original
Produtor: Cliente
Destinatário: MCE Byte
Legislação: ------

Trâmite: Cabe ressaltar aqui, que o FORMULÁRIO, antes de ser preenchido não é documento de arquivo ainda. (Achamos importante ressaltar porque as vezes essa questão de formulário preenchido ou não pode causar confusão). Assim, o trâmite do documento começa no Cliente, que preenche o formulário em duas vias. Já preenchido, Pedido passa pelo Departamento de Controle de Viagens Virtuais para análise dos dados do cliente (para aprovar ou não a compra). Após análise dos dados, o Pedido é encaminhado ao Vendedor. Se aprovado, uma via é repassada ao Cliente, e a outra fica na empresa, no Departamento de Gestão de Finanças, já que este pedido possui características incomuns a outros tipos de pedidos, como a questão de ser um "mini-contrato".
Documentos básicos que compõem o processo: O pedido, em seu trâmite,  agrega outros documentos durante seu processo de "existência", digamos assim: Ele é gerado a partir dos documentos pessoais do cliente certo?  Pois bem. Sua aprovação pela empresa depende da análise da veracidade dos dados colocados neste pedido, que são conferidos com a documentação do cliente. Somente sua destinação após aprovação independe de outros documentos, já que ele simplesmente será guardado no Departamento de Gestão de Finanças, e de lá, somente será novamente consultado se houver algum problema na viagem do cliente, e este venha  a exigir algum direito perante a empresa. 
Ordenação da série: Cronológica
Conteúdo: Local de Viagem, Tipos de Implante, Termo de Aceite e Dados do Cliente.
Vigência:100 anos.
Eliminação: 100 anos após aprovação.
Acesso: Restrito aos funcionários do Departamento de Gestão de Finanças e do Departamento de Controle de Viagens Virtuais.


Bom pessoas, Bom domingo a todos (professor e monitores, desculpem o atraso, mas ô tempo que passa rápidoooo!!!), bom feriado e até qualquer dia destes, com novas postagens já relacionadas à nossa Proposta.

Inteh!! \0/ 
Plano de Classificação MCE Byte
Boa noite gente!!! Aí está nosso Plano de Classificação da MCE Byte...antes tarde do que nunca!!!!


Boa Noite a todos e até a próxima!! 

Glossário



Acervo: Documentos de uma entidade produtora ou de uma entidade custodiadora. (Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística)


Acesso: Possibilidade de consultar a documentos e informações. Função arquivística destinada a tornar acessíveis os documentos e a promover sua utilização. (Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística)

Arquivista: Profissional de nível superior, com formação em arquivologia ou experiência reconhecida pelo Estado. (Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística)

Arquivo: Conjunto de documentos produzidos e acumulados por uma entidade coletiva, pública ou privada, pessoa ou família, no desempenho de suas atividades, independentemente da natureza do suporte. (Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística)

Arquivologia: Disciplina que estuda a função do arquivo e os princípios e técnicas a serem observadas na produção, organização guarda, preservação e utilização dos arquivos. Também chamada de arquivística. (Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística)

Documento: Unidade de registro de informação, qualquer que seja o suporte ou formato. (Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística)

Documento Sigiloso: Documento que pela natureza de seu conteúdo sofre restrição de acesso. (Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística)

Dossiê: Conjunto de documentos relacionados entre si por assunto. (Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística)

Filme: Película ou fita plástica flexível capaz de fixar imagens em positivo ou negativo. Seqüência de imagens distintas que, projetadas uma após a outra, dão a ilusão de movimento.

Informação: Elemento referencial, noção, idéia ou mensagem contidos num documento. (Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística)

Autenticação: atestação de que um documento é verdadeiro ou de que uma cópia reproduz fielmente o ORIGINAL, de acordo com as normas legais de validação. (Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística)

Original: 1.documento produzido pela primeira vez ou em primeiro lugar 2. versão final de um documento, já na sua forma apropriada (Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística)

Diplomática: Disciplina que tem como objeto o estudo da estrutura formal e da autenticidade dos documentos. (Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística)

Espécie Documental: Divisão de gênero documental que reune tipos documentais por seu formato. (Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística)

Tipo Documental: Divisão da espécie documental que reune documetos por suas caracteristicas comuns no que diz respeito a formula diplomática, natureza de conteúdo ou técnica de registro. (Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística)



Acusar: Imputar uma falta, um erro, um crime a alguém. Acusar de negligência, de covardia. (Dicionário Aurélio Online)


Perseguição: Ato ou efeito de perseguir, de ir no encalço de uma pessoa ou coisa que foge. Ato ou efeito de oprimir ou prejudicar alguém. (Dicionário Aurélio Online)

Provar: Mostrar a verdade, a realidade, à autenticidade de uma coisa com razões, fatos, testemunhos, documentos etc. (Dicionário Aurélio Online)

Cuidado com os remédios por aí minha gente....
Boa noite gentesss..!! Olha só, cuidado com os remédios que vcs andam tomando viu?? até eles podem estar falsificados!! E as falsificações não são tão bem feitas como as dos "diários de Hitler!!" (risos...)....Elas podem ser percebidas com um pouquinho de atenção. Então, quando vcs comprarem seus medicamentos por aí, façam uma análise básica dele: Perceba como são as características físicas, e como as informações estão dispostas. Se atente às características que comprovem a verdadeira fonte deste medicamento....(vix....uma análise quase que diplomática!!!!)
Preste atençao neste texto que achamosss por aíi...:

Falso x Verdadeiro

Não é tarefa fácil para qualquer consumidor diferenciar um produto autêntico de um falsificado.

Viagra 


É importante observar as caixas do medicamento e o preço. No Paraguai, o Viagra é vendido por US$ 6 enquanto no Brasil o custo é de cerca de R$ 100, o consumidor tem que estar atento ao selo da Pfizer que, no original, lhe permite a raspagem para verificação do lote.


Cialis


Todo medicamento vendido no varejo contém a 'raspadinha', espaço com tinta reativa localizado em uma das laterais da embalagem. Quando raspada com objeto metálico, ela revela a palavra 'qualidade' e a logomarca da empresa fabricante. Nos falsificados, a "raspadinha" não funciona. O logotipo do laborátorio também é diferenciado nas cartelas originais. Tem brilho.  


Gostaram??? é isso aí minha gente....BoOA noite a todos e...Cuidadoo heim?rs...




Nossa Fonte: http://www.correioweb.com.br/falsificacaocura/falso_em.htm
Análise Diplomática - Pedido (Duranti) - 18/09/2009
Análise do Pedido - Kit MCE Byte


A análise  do Pedido feita pelo grupo, a partir do Capítulo 5 da Luciana Duranti,  foi a seguinte:

Suporte
Material: Papel
Formato: A4
Preparação para receber mensagens: Campos pré-definidos

Escritura disposição: Alinhado à esquerda
Tipo de escritura: Digitado e manuscrito
Divisão em parágrafos: 4 parágrafos

Linguagem: Português - Brasileiro
Signos especiais: Assinatura do requerente (cliente)
Selo: MCE byte viagens virtuais  



Boa noiteee pessoal! Espero que vejam nossa análise, comparem, critiquem, troquem idéias....

Valeuu!! Good Noite  a todos e uma bela semana!! \0/