Divulgação em Jornal de grande circulação
Serial Killer Ataca Novamente!!!!!

Policia pede ajuda á comunidade, o assassino não estava blefando, mais um corpo foi encontrado, e, segundo a policia, a dica do filme foi dada pela comunidade através de um dos vários e-mails que a policia vem recebendo depois que a noticia do assassinato veio a mídia. Vamos ajudar a policia nessa mais nova sensação da cidade: o desafio do Assassino X!!!!...
(leia mais na página 16)
Paralelo: Investigação Policial X Diplomática e Tipologia
Assim como os arquivistas, investigadoras criminais utilizam técnicas bem similares. Em uma cena de crime as provas são analisadas enquanto unidade (o que é e como se encontra no momento) e em conjunto com as outras provas, ou seja, no contexto que foi utilizado. Há somente uma pequena mudança no objeto e pequenos detalhes na metodologia, mas a essência da coisa é a mesma. Ambos são profissionais investigativos e ambos prestam serviços a sociedade.
                                                                 Viva os Arquivistas!!!
Continuação do Caso

Demoramos algum tempo para voltar a ativa. Acontece que de alguma forma a noticia do serial killer vazou para a mídia, e nossas caixas postais ficaram tão cheias que demoramos um certo tempo para analisar o que nos foi enviado. Mas não foi em vão, descobrimos o filme e consequentemente o local do próximo ataque.
            O filme era O Colecionador de Ossos (The Boone Colector) e as pistas que encontramos em nossa cena do crime bate exatamente com um crime ocorrido no filme, e as pistas deste crime levava a um local:

                                    Ed. Woolworth
                                    Esquina da Wall e Nassau

Fomos ao tal endereço, é claro que o dito edifício Woolworth não existia, mas fomos à fundação do prédio que estava no local. E lá, no subsolo, encontramos mais um corpo. Desta vez um homem, estirado em cima de uma cama, ensangüentado, as mãos amarradas na cabeceira da cama, e no chão, um utensílio de cozinha, um picador de gelo para ser mais exata.

Agente Renata – Isto é um porão... com uma cama... acredito que o assassino quer nos dizer algo com isso, talvez de que a morte do próximo filme tem a ver com um quarto.

Agente Raiana – Está faltando um dedo na mão. Aposto que se fizermos um exame de DNA o dedo que encontramos no ultimo corpo será compatível com esta mão.

Agente Jaqueline – Vamos começar a colher as pistas, não temos tempo a perder!

Agente Raiana – Senhoritas aguardem um instante... De onde vem essa musica?

Silencio no ambiente, todas prestaram atenção tentando encontrar a fonte geradora da música.

Ag. Renata – eu conheço essa música... é U2...

Ag. Raiana – Sim, é the saints are coming...

Ag. Jaqueline – Ali! A caixa de som está em cima daquele cano!

Ag. Renata – Tudo bem, a levaremos junto com o restante das provas.

Ag. Raiana – Ok então! Vamos começar!

Relação de pistas encontradas:
- Aparelhagem de som
- Um chapéu de cowboy
- Um picador de gelo
- Um encharpe de seda branco

Descrição da cena do crime:
Porão, cheio de quinquilharias do prédio, mas no local onde foi encontrado o corpo os móveis foram arrastados, permanecendo a cama no centro e os móveis ao redor. Havia um corpo estendido sobre a cama, um homem, nu, com os braços atados a cabeceira da cama com o encharpe branco, e um chapéu de cowboy colocado cuidadosamente sobre uma das cabeceiras. O ambiente era pobremente iluminado excetuando por duas pequenas lâmpadas de baixa capacidade que se encontravam focadas sobre a cama.

            Já no escritório, as agentes discutiam sobre as provas:

Ag. Raiana – Como a própria agente Renata disse, a cena do crime remonta um quanro, então talvez a aparelhagem de som faça parte dos elementos que encontramos.

Ag. Jaqueline – Segundo a autópsia, os furos no corpo são compatíveis em diâmetro com o outro objeto encontrado, o picador de gelo.

Ag. Raiana – Então a causa mortis do nosso corpo foi por causa disso??? ... ... que triste...

Ag Renata – No chapéu não foi encontrado nenhum vestígio de DNA, o material do chapéu é novo também, provavelmente  foi comprado só pra compor a cena do crime.

Ag. Jaqueline – A aparelhagem, o echarpe e o piso estão limpos também.

Ag. Raiana – Novamente sem material genético externo...

Ag. Jaqueline – Vamos fazer a analise de algumas provas, acredito que elas farão mais sentido assim.

Ag. Renata – Vamos divulgar as provas encontradas também, fomos bem sucedidos com a divulgação, vamos tornar isso uma vantagem...

Análise em Breve
Questionário Pré-prova
Defina diplomática e tipologia documental?

Veja aqui a pergunta do blog Mais que Meros Detalhes.
Análise de Prova Policial
Contexto: Em 11 de Setembro de 1973 uma menina de 7 anos, loira, de temperamento sereno, desceu do carro do pai na porta da escola. Foi reencontrada, 22 horas mais tarde, morta, asfixiada, violentada, os cabelos cortados irregularmente a dois centímetros do couro cabeludo. O corpo de Ana Lídia Braga foi enterrado em cova rasa a menos de um quilômetro do colégio. Dois dos primeiros suspeitos, o irmão da menina, Álvaro Henrique Braga, e Raimundo Lacerda Duque foram julgados, mas absolvidos por falta de prova. Outros dois suspeitos de pertencerem à mesma gangue de Álvaro e Duque, Alfredo Buzaid Júnior e Eduardo Ribeiro de Rezende (o primeiro, filho do ministro da Justiça da época, e o segundo, filho de um senador), estão mortos.
O crime está prescrito, mas a dor e o mistério resistem a todos os efeitos do tempo. Quem defendia os réus continua defendendo-os, quem os acusava, idem. As falhas da investigação, a censura que impediu a divulgação do caso durante algum tempo, o envolvimento de gente influente, tudo levou o assassino (o esperma encontrado no corpo da menina era de uma só pessoa) e os demais envolvidos à impunidade.

Esperma do criminoso

Análise Diplomática:

Denominação do objeto de estudo: Sêmen do suspeito
Formato: Liquido
Material: Orgânico
Peso/Quantidade: Aprox. 1ml
Produtor: Glândulas seminíferas (bolsa escrotal).
Função enquanto unidade: Célula de reprodução masculina.
Outras características relevantes que descrevam o documento: textura viscosa, cor levemente esbranquiçada.

Análise Tipológica

Situação/fato em que o objeto de estudo foi originalmente encontrado: Sêmen encontrado o interior da vagina da vítima, indicando crime sexual de estupro.
Produtor: Estuprador (desconhecido).
Suposta reprodução do fato: Vide post "Dados crime Ana Lídia"
Análise das Provas ( crime I )

Prova A

Análise Diplomática

Denominação: Fotografia
Formato: Folha avulsa em forma retangular medindo 10cm x 5cm.
Material: Papel fotográfico fosco
Peso/Quantidade: 1 unidade
Produtor: Máquina Fotográfica
Função enquanto unidade: registro de imagens de fatos, acontecimentos ou objeto que sejam de interesse do produtor.
Outras Características: imagem sem muita nitidez em cores

Análise Diplomática
Situação: Foto recolhida pelas agentes numa gaveta ao lado da cama onde o corpo fora encontrado próximo.
Produtor: Serial Killer
Suposta reprodução do fato: Apresentar seus crimes como sendo um cenário de algum filme, o assassino coloca na cena do crime pistas passo-a-passo. Logo, para remeter o crime a algum filme (neste caso o colecionador de ossos) ele colocou a foto de uma cena que aparece no filme

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ProvaB

Análise Diplomática

Denominação: Pegada
Formato: Retangular com as extremidades arredondadas, sendo a parte inferior ligeiramente menor que a superior, suas medidas eram (tomando como unidade de proporção a cédula de 5 reais).
Material: 24cm x 9cm (parte superior) x 6cm (parte inferior)
Peso/Quantidade: ---.
Produtor: os dados da pisada foram insuficientes dara delimitar a marca e modelo do calçado do Assassino X.
Função enquanto unidade: ----.
Outras Características: as marcas não são tão sólidas, podendo ser usado como parâmetro de peso do assassino.

Análise Diplomática
Situação: Pegada encontrada no local, junto com as demais provas. Pisadas precisas, sempre levando a uma direção certa e nunca se repetindo em direção e rastro.
Produtor: Serial Killer
Suposta reprodução do fato: Pelo direcionamento das pegadas, provavelmente, o assassino, tenha deixado o corpo da vítima no local, dado que a quantidade de direção é mínima para afirmar que houve alguma briga ou resistência por parte da vítima.


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Prova C

Dedo amputado

Não temos muitas informações sobre este item esperamos respostas dos responsáveis pela perícia do corpo. Mas constatamos que o dedo encontrado não é da vítima, dado que é dedo de um homem (ainda desconhecido).

Manual e campos do formulário
Formulário de analise das provas

Análise Diplomática:

Denominação do objeto de estudo:
Nome da prova que será analisada
Formato: Feitio e dimensão da prova encontrada.
Material: Material da prova encontrada.
Peso/Quantidade: Peso em quilogramas ou gramas. E quantidade em ml ou L.
Produtor: Produtor do objeto enquanto objeto unitário: fora do contexto do crime.
Função enquanto unidade: para que serve o objeto enquanto unidade.
Outras características relevantes que descrevam o documento: --

Análise Tipológica

Situação/fato em que o objeto de estudo foi originalmente encontrado: Descrição da situação e do modo em que a prova a ser analisada foi encontrada na cena do crime.
Produtor: Produtor daquele fato, ou seja, o produtor aqui corresponde à pessoa responsável pelo objeto onde e como foi encontrado, ou seja, dentro do contexto apresentado.
Trâmite: O trâmite, dentro da realidade tipológica de quaisquer documentos que venham a ser analisados é um dos mais relevantes pontos a serem abordados dentro da análise (contexto). Porém, como a proposta do blog refere-se à crimes, e à análise de provas que tenham sido encontradas no cenário destes crimes, não é possível supor o trâmite destas “provas”, ou seja, não se pode simplesmente recriar a história ocorrida, por mais que as provas levem a uma suposta realidade.
Função dentro do contexto do crime: justamente pela ausência do campo trâmite, resolvemos criar o campo “Suposta reprodução do fato”, que é o último campo da análise e que funcionará como uma espécie de resumo de toda a análise: como o fato ocorreu? Responderemos a esta pergunta através da análise das provas, sem poder, no entanto, respondê-la com absoluta certeza, ou seja, reproduzir fielmente o ocorrido no crime: só quem pode saber disso é o assassino.